Primariu

Março 9, 2008

Sob a terra me revolvo até virar do avesso

carne e nervos expostos

Milhares de pensamentos condensados

ainda irresolutos do fim

Um laivo de dor

de choro lancinante

as mãos brancas nervosas

E na agonia

o rastejar dos vermes o cheiro putrefato

Acima do queixo trêmulo

um esgar de tristeza

uma única lágrima

As imagens ainda projetadas

formando espasmos até não poder mais

Até abrir os olhos e não ver mais que escuridão

a infinita escuridão de meu quarto

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