Primariu
Sob a terra me revolvo até virar do avesso
carne e nervos expostos
Milhares de pensamentos condensados
ainda irresolutos do fim
Um laivo de dor
de choro lancinante
as mãos brancas nervosas
E na agonia
o rastejar dos vermes o cheiro putrefato
Acima do queixo trêmulo
um esgar de tristeza
uma única lágrima
As imagens ainda projetadas
formando espasmos até não poder mais
Até abrir os olhos e não ver mais que escuridão
a infinita escuridão de meu quarto